A importância do brincar para o desenvolvimento infantil


Para a criança, a brincadeira é mais do que diversão, ela é também um modo lúdico de desenvolver autonomia intelectual e sensorial, de construir relações sociais, de treinar habilidades motoras e cognitivas. A importância do brincar e da brincadeira está justamente nisso: nos ganhos que ambos proporcionam, que vão muito além do lazer.

Há adultos que associam as brincadeiras apenas ao entretenimento infantil, como se essa prática não cumprisse nenhuma outra função para o desenvolvimento da criança. No entanto, especialistas da área da Educação afirmam que o hábito de brincar é fundamental para um desenvolvimento saudável da criança, sendo, inclusive, um direito previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que diz que o “brincar, praticar esportes e divertir-se” fazem parte do direito da criança à liberdade.


Na verdade, a importância da brincadeira para o desenvolvimento infantil é tamanha que o ato de brincar é um direito previsto também em outros documentos nacionais e internacionais, como na Declaração Universal dos Direitos Humanos, na Declaração dos Direitos da Criança, na Convenção sobre os Direitos da Criança e no Marco Legal da Primeira Infância.


Qual é a importância do brincar para o desenvolvimento infantil?


As crianças brincam porque querem se ocupar, dar risadas e se divertirem. O que elas não sabem é que esse hábito proporciona outros ganhos, como o desenvolvimento de habilidades motoras e a construção ou o fortalecimento de laços sociais.


Por isso, os adultos, quando observam a criança brincando, devem intervir pouco, afinal, parte do desenvolvimento infantil é conquistado com a independência do pequeno ou da pequena.


É neste momento que a criança aprende, experimenta o mundo, conhece sentimentos e elabora a própria autonomia de ação. Em outras palavras, parte do desenvolvimento infantil possui uma relação direta com as brincadeiras e com o hábito de brincar.


Qual a importância do brincar na aprendizagem?


Existem vários modos de aprender um conteúdo, as metodologias ativas, por exemplo, demandam que o estudante tenha uma postura mais pró-ativa e autônoma diante do próprio aprendizado. Isso porque elas partem do princípio de que o conhecimento é obtido com mais facilidade quando o estudante é envolvido de modo lúdico no conteúdo, tendo o interesse despertado.


Nesse contexto, os jogos, por exemplo, fazem parte de uma estratégia ativa de ensino. Por meio dos jogos e de gincanas a criança aprende regras, testa habilidades físicas, como correr e pular; habilidades sociais, como cooperar e liderar; habilidades emocionais, como resiliência e persistência. Além disso, há jogos que trabalham habilidades linguísticas ou conteúdos temáticos específicos, aumentando o repertório cultural da criança.


Desse modo, o brincar não apenas permite que a criança aprenda mais rápido, como também faz com que ela tenha uma relação saudável com o próprio processo de aprender, já que ela não o julgará cansativo e autoritário.

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