Estudo sobre obesidade faz alerta sobre crianças e adolescentes em distanciamento social


Ganho significativo e excesso de peso podem ser problemáticos em qualquer idade, e manter uma rotina saudável, que previna a obesidade, deve ser uma preocupação permanente dos pais em relação aos filhos desde cedo. Neste período de pandemia, com restrições de movimentação e mudanças profundas na rotina, a questão ganha ainda mais importância.

Um artigo recém divulgado pelo Jornal de Pediatria da Sociedade Brasileira de Pediatria, baseado em uma revisão de estudos do período de 2000 a 2020, concluiu que a necessidade de manter as medidas de distanciamento social pode causar ou agravar a obesidade. O objetivo dos pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade de São Paulo (USP) era identificar fatores que contribuem para o aumento da suscetibilidade e da gravidade da covid-19 em crianças e adolescentes obesos e suas consequências para a saúde.


A obesidade, afirmam os autores, é altamente prevalente em casos graves de infecção pelo coronavírus em crianças e adolescentes. Excesso de tecido adiposo, déficit de massa magra, resistência à insulina, hipertensão e baixa ingestão de nutrientes essenciais estão entre os fatores que comprometem o bom funcionamento do corpo, associados a danos nos sistemas imunológico, cardiovascular, respiratório e urinário.


Quando a criança ou o adolescente obeso são contaminados pelo Sars-CoV-2, essas alterações podem complicar o quadro, aumentando a necessidade de suporte ventilatório (quando há insuficiência respiratória) e atrapalhando a resposta imune (de defesa do organismo), em meio a outros eventos possíveis.


Covid-19 e Obesidade na Infância e Adolescência: Uma Revisão Clínica alerta que pediatras, diante de casos suspeitos ou confirmações de covid-19, devem diagnosticar o excesso de peso, aconselhar a respeito de cuidados com a saúde no período de isolamento, identificar comorbidades e garantir que o tratamento não seja interrompido e indicar o encaminhamento a instituições especializadas em obesidade, quando necessário, entre outras medidas.




Fonte: GauchaZH

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